"Sinto sua falta. Sinto falta das nossas conversas, das nossas risadas, das nossas confissões. Nos afastamos, e isso serviu para me mostrar que nada o que eu preciso está aqui, pra jogar na minha cara que meu dia sem seu “oi” é mera tolice. Te quero, te desejo, não distante, mas ao meu lado… meu amigo."
É lenta e quase não fala. Tem olhos hipnóticos, quase diabólicos. E a gente sente que ela não espera mais nada de nada nem de ninguém, que está absolutamente sozinha e numa altura tal que ninguém jamais conseguiria alcançá-la. Muita gente deve achá-la antipaticíssima, mas eu achei linda, profunda, estranha, perigosa. É impossível sentir-se à vontade perto dela, não porque sua presença seja desagradável, mas porque a gente pressente que ela está sempre sabendo exatamente o que se passa ao seu redor. Talvez eu esteja fantasiando, sei lá. Mas a impressão foi fortíssima, nunca ninguém tinha me perturbado tanto.- Caio Fernando Abreu.